Fontes da oposição acusaram o regime de ter executado vários ataques com cloro, enquanto a televisão estatal síria atribuiu um ataque deste tipo aos jihadistas da Frente Al-Nosra. Os médicos que trataram as vítimas indicaram que pelo menos 11 pessoas morreram nos ataques e que quase 500 apresentavam "sintomas correspondentes a uma exposição ao cloro", afirma o comunicado da HRW.
Os ataques aconteceram em Kafr Zita, província de Hama, em 11 e 18 de abril, em Al-Temana, na província de Idleb, em 13 e 18 de abril, e em Telmans (Idleb) em 21 de abril, segundo o comunicado. As três cidades são controladas pelos rebeldes.
Um vídeo mostra, nas localidades atacadas, barris com o código CL2, símbolo do cloro, segundo a HRW, que no entanto não conseguiu confirmar de forma independente se teriam sido lançados pelos helicópteros. Mas a organização considera pouco provável que fosse um jogo de cena, já que médicos e testemunhas relataram sintomas correspondentes a "uma exposição ao cloro". "O uso aparente de cloro como arma - sem falar do fato que aponta para civis - é uma flagrante violação da lei internacional", afirmou Nadim Houry, subdiretor de HRW para o Oriente Médio e a África do Norte. "É uma razão a mais para que o Conselho de Segurança da ONU leve o caso da Síria ao Tribunal Penal Internacional", completou Houry.
Em abril, a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) anunciou que investigaria as acusações de ataques com cloro na Síria.