As autoridades da Síria acusaram, neste domingo, os rebeldes de envenenarem a água de Damasco deliberadamente. O Governo de Bashar al Assad cortou na sexta-feira o abastecimento de água potável na capital, após afirmar que "terroristas" tinham envenenado poços e tubulações.
A Autoridade de Abastecimento de Água e Esgoto da cidade de Damasco disse em um comunicado denunciou "ataques terroristas em todas as fontes de água que alimentam" a capital e seus arredores. A companhia disse que estava usando reservas e que ia bombear água para vários bairros da cidade de acordo com um cronograma publicado em seu site.
O abastecimento foi restabelecido brevemente no sábado em dois distritos, mas os depósitos voltaram a ficar vazios no domingo. De acordo com a agência de notícias estatal SANA, grupos rebeldes atacaram mananciais de Wadi Barada e Ain Al-Fijeh, cerca de 15 quilômetros a noroeste de Damasco. O jornal pró-governo Al-Watan acusou os rebeldes de "contaminar os recursos hídricos de Damasco com poluentes e diesel".
Quase cinco milhões de pessoas vivem na capital e seus arredores. A cidade ficou relativamente isolada da brutal guerra do país, apesar de que facções rebeldes conquistaram territórios na província de Damasco. Os cortes de água coincidem com uma ofensiva das forças do governo sírio, que estão bombardeando há vários dias Wadi Barada e Ain Al-Fijeh, disse o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). A organização, com sede no Reino Unido, afirma que as forças do regime atacam a zona "para pressionar as facções islâmicas rebeldes e a Frente Fateh Al-Sham a aceitarem um acordo de reconciliação".
Governo sírio acusa rebeldes de "envenenarem" água de Damasco
Capital suspendeu fornecimento alegando ataque de terroristas