O Ministério da Defesa da Síria oficializou, nesta sexta-feira (9), um cessar-fogo imediato em Aleppo, interrompendo dias de violentos confrontos entre o Exército governamental e combatentes curdos. A trégua, que entrou em vigor às 3h locais, foca nos bairros residenciais de Sheikh Maqsoud, Alashrafieh e Bani Zeid.
O surto de violência, o mais grave registrado recentemente entre Damasco e as Forças Democráticas Sírias (FDS), resultou em pelo menos 21 mortes na maior cidade do norte do país.
Para evitar nova escalada militar, o ministério estabeleceu o prazo de 9h locais (3h em Brasília) desta sexta-feira para que as milícias curdas abandonem as áreas indicadas.
O acordo permite que os combatentes retirem apenas armas leves sob escolta das forças estatais, que se comprometeram a garantir uma passagem segura até as regiões controladas pelos curdos no nordeste do país. A medida visa estabilizar a região e permitir o retorno de milhares de civis que fugiram dos combates recentes.
Tensões entre o governo central e a minoria curda
A retomada da ordem em Aleppo é vista por Damasco como um passo fundamental para restabelecer o curso da vida normal e a segurança urbana. No entanto, o episódio evidencia a fragilidade da relação entre o regime de Bashar al-Assad e a minoria étnica curda, que mantém autonomia e controle sobre vastas extensões territoriais no nordeste sírio.
O cessar-fogo atual tenta conter o transbordamento dessas tensões étnicas e territoriais para dentro dos centros urbanos densamente povoados.,