O ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Lucas Papademos emergiu como um favorito inicial para liderar o que poderá se tornar um novo governo de coalizão, se o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, renunciar, o que é esperado. Ontem, Papandreou disse que abandonaria os planos de realizar um referendo e que estava disposto a renunciar ao cargo em favor de um governo de união, se as negociações com o principal partido de oposição assegurassem um novo pacote de empréstimo e medidas de austeridade fiscal para o país.
Os trabalhos dos dirigentes das principais economias desenvolvidas e emergentes reunidos no G20 foram reiniciados nesta sexta-feira, no segundo e último dia de sua cúpula realizada em Cannes, no sul da França. Esse encontro é marcado pela crise da dívida na Europa, em particular na Grécia, e que ameaça se estender para outros pesos pesados da Eurozona, como a Itália.
Segundo fontes europeias, a Itália teria aceito em Cannes ficar sob a vigilância do FMI e da Comissão Europeia em relação a seus compromissos em termos de déficit público, o que foi negado por uma fonte governamental italiana.
Os chefes de Estado e de Governo do G20 adotarão uma declaração conjunta insistindo na necessidade de manter o rigor nos orçamentos públicos e de tomar medidas para reativar a economia.