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Grécia deve endossar reformas econômicas, diz Comissão Europeia

Olli Rehn disse que próximos dias serão críticos para a estabilidade financeira do país e de Europa

Manifestantes se protegem de gás lacrimogênio em protestos contra a situação grega
Manifestantes se protegem de gás lacrimogênio em protestos contra a situação grega Foto : Angelos Tzortzinis / AFP / CP
O comissário econômico da Comissão Europeia, Olli Rehn, disse nesta quinta que grande parte da responsabilidade de uma solução para a atual crise da Grécia recai sobre as autoridades gregas e todos os líderes políticos do país. "Esperamos que o Parlamento grego endosse o programa de reformas econômicas", disse Rehn. Segundo ele, é "lamentável" que os esforços para uma união nacional tenham falhado ontem.

"Na verdade, os esforços necessários para evitar um default (não pagamento da dívida) - o que seria uma catástrofe para a Grécia - são de responsabilidade de todas as forças políticas", diz Rehn em nota publicada no site da União Europeia.

Rehn disse que "os próximos dias serão críticos para a estabilidade financeira e para a recuperação econômica da Grécia e da Europa. Confio em que os líderes da Grécia e da Europa irão se conscientizar de suas responsabilidades e agir de acordo", concluiu.

Desemprego na Grécia atinge 15,9%


A taxa de desemprego na Grécia subiu para 15,9% no primeiro trimestre, informou hoje a agência nacional de estatísticas. No primeiro trimestre do ano passado, o desemprego estava em 11,7% e, no quarto trimestre de 2010, em 14,2%. A disparada do desemprego está ligada à crise econômica no país, que foi forçado a adotar medidas de contenção de gastos e redução de salários.

Também em crise, a Irlanda revisou em baixa a taxa de desemprego de maio, para 14,1%, ante os 14,8% informados no início do mês. A nova estimativa, divulgada hoje, é baseada na Pesquisa Nacional Trimestral de Pessoas Físicas. O escritório nacional de estatísticas também revisou os cálculos para a taxa de desemprego em abril, março e fevereiro para 14% e em janeiro para 14,3%.

Reino Unido

Em outra divulgação do dia, o Escritório para Estatísticas Nacionais do Reino Unido informou que as vendas no varejo recuaram 1,4% em maio, em comparação com abril, a maior queda mensal desde janeiro de 2010. Em bases anuais, as vendas subiram 0,2%. Os dados fracos de maio surgem após as fortes vendas no varejo em abril, que foram impulsionadas pelo clima excepcionalmente quente, pelo casamento real e por um feriado extra. As informações são da Dow Jones.

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