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Grécia encaminha pedido de novo empréstimo ao FMI

Governo busca terceira ajuda financeira na tentativa de estancar crise no país

Governo busca terceira ajuda financeira na tentativa de estancar crise no país
Governo busca terceira ajuda financeira na tentativa de estancar crise no país Foto : Louisa Gouliamaki/AFP/CP
O ministro grego das Finanças, Euclides Tsakalotos, pediu oficialmente uma nova ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI), em mais um passo nas negociações para um resgate da Grécia. "Queremos informá-los de que solicitamos um novo crédito ao FMI", escreveu Tsakalotos nesta sexta-feira à diretora-geral da instituição internacional, Christine Lagarde.

Na carta, Tsakalotos recorda os compromissos assumidos pelo seu país para implementar uma série de medidas, com o objetivo de acertar as finanças públicas e impulsionar o crescimento. O pedido é enviado em meio às negociações para que a Grécia consiga seu terceiro plano de resgate.

Enquanto Atenas tem concretizado as etapas do acordo, especialmente duas votações no Parlamento, ainda falta decidir sobre a ida dos representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu (BCE) e do FMI ao país. A Comissão Europeia anunciou que a equipe de representantes dos credores, encarregados de fazer uma avaliação da economia grega e que não viajam ao país há quase um ano devido à crescente hostilidade em relação à "troika", é esperada em Atenas "nos próximos dias".

Uma fonte do governo grego havia dito que a chegada dos representantes dos credores deveria ser concretizada até esta sexta-feira. "A missão está em etapa de preparação", disse uma fonte próxima às negociações. "Ainda se discute o lugar (do encontro), visto que é preciso encontrar um que seja acessível, perto dos ministérios", ressaltou.

O que está em jogo nesse novo ciclo de reuniões é a finalização, até, no máximo, 20 de agosto, do terceiro plano de ajuda à Grécia, cujo princípio foi aceito em 13 de julho pela zona do euro e pelo governo grego. Com os cofres vazios, a Grécia deve reembolsar mais de 3 bilhões de euros ao BCE em 20 de agosto e mais 1,5 bilhão de euros ao FMI em setembro.