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Grande ataque noturno lançado pela Rússia mata nove pessoas em Kiev

Ofensiva atingiu pelo menos quatro bairros da capital da Ucrânia

Vários prédios residenciais foram atingidos em Kiev
Vários prédios residenciais foram atingidos em Kiev Foto : STRINGER / AFP

Um ataque lançado pela Rússia na madrugada desta quinta-feira, 24, matou 9 pessoas e feriu outras 63 em Kiev, segundo autoridades da Ucrânia. A ofensiva empregou drones e mísseis balísticos.

Vários prédios residenciais foram atingidos, e a busca por vítimas nos escombros dos imóveis que ruíram seguia pela manhã. O ataque começou por volta de 1 hora (pelo horário local) e atingiu pelo menos quatro bairros de Kiev.

As negociações por um acordo de paz mediadas pelos Estados Unidos chegaram na quarta-feira a um impasse, com a recusa do líder ucraniano, Volodmir Zelenski, de aceitar que a Rússia fique com cerca de 20% do território do país.

Moscou afirmou que a série de bombardeios teve como objetivo a indústria de defesa e que o ataque não atingiu alvos civis

"Durante a noite, as Forças Armadas russas realizaram um ataque massivo com armas de longo alcance aéreas, terrestres e marítimas, além de drones, contra as indústrias aeronáutica, aeroespacial, de construção de máquinas e de veículos blindados da Ucrânia", afirmou o Ministério da Defesa russo.

"Os objetivos do ataque foram alcançados", acrescenta o comunicado.

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Pressão

Para Zelensky, a Rússia tenta exercer "pressão" sobre os Estados Unidos ao atacar a Ucrânia em larga escala. Ele fez referência às negociações para alcançar um acordo de paz entre Moscou e Kiev impulsionadas por Washington.

O ataque coincidiu com as até agora infrutíferas gestões diplomáticas do presidente americano Donald Trump, que durante a campanha eleitoral prometeu terminar com a guerra em 24 horas, iniciada em fevereiro de 2022 com a invasão da Ucrânia pelas tropas russas.Na quarta-feira, Trump afirmou que havia alcançado um acordo com Moscou, mas não com Zelensky, a quem criticou por não aceitar a ocupação russa da península da Crimeia, anexada pela Rússia desde 2014.

Com informações da da Associated Press e AFP.