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Groenlândia espera “resultados concretos” de diálogo com EUA

As negociações ocorrem após Trump ter desistido de tomar à força a ilha autônoma da Dinamarca

As ameaças de Trump provocaram uma das crises mais graves na história da Aliança Atlântica, desde sua criação em 1949
As ameaças de Trump provocaram uma das crises mais graves na história da Aliança Atlântica, desde sua criação em 1949 Foto : INA FASSBENDER / AFP

A Groenlândia espera "resultados concretos" do diálogo iniciado com os Estados Unidos, afirmou nesta segunda-feira, 2, o chefe de Governo da imensa ilha ártica dinamarquesa cobiçada pelo presidente americano, Donald Trump.

As negociações entre Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos ocorrem após Trump ter desistido de tomar à força a ilha autônoma da Dinamarca, membro da Otan.

As ameaças de Trump provocaram uma das crises mais graves na história da Aliança Atlântica, desde sua criação em 1949, até o momento em que o presidente americano anunciou ter concluído um "acordo-quadro" com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

Poucos detalhes concretos sobre esse pacto foram divulgados. "O diálogo está em curso, e o Naalakkersuisut (governo da Groenlândia) trabalhará com determinação para que produza resultados concretos", disse o primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen, durante a abertura da sessão de inverno do Parlamento da Groenlândia.

A primeira reunião do grupo de trabalho foi realizada em 28 de janeiro em Washington. No dia seguinte, o ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, afirmou que "correu bem, em um ambiente e tom muito construtivos".

Para Nielsen, as conversas com o governo Trump devem ocorrer em paralelo ao fortalecimento do "diálogo estreito com os países ocidentais" e à cooperação com a União Europeia (UE). "Não estamos sozinhos e estamos protegidos.

Todos os países da UE nos apoiam", declarou, reiterando que "a Groenlândia (...) não pode ser comprada nem vendida". Dinamarca e Groenlândia rejeitam uma transferência de soberania.

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