Na segunda-feira, o grupo apresentou uma petição a uma corte de Fulton County, em nome de Tommy, um chimpanzé mantido em cativeiro em uma jaula no estacionamento de um trailer na vizinha Gloversville. Nesta terça-feira, fez o mesmo por Kiko, um chimpanzé de 26 anos que é surdo e vive em uma residência privada em Niagara Falls.
Na quinta-feira, o grupo apresentará uma petição similar em nome de Hércules e Leo, de propriedade de um centro de pesquisas e usados em experimentos de locomoção em Long Island. "Os processos pedem ao juiz para garantir aos chimpanzés o direito de liberdade física", destacou a organização. Lá, os animais podem viver seus dias em um ambiente o mais próximo possível da selva na América do Norte, acrescentaram.
O caso se baseia no princípio do habeas corpus, que os autores da petição afirmaram que permitiu aos escravos rejeitar seu status e estabelecer o direito de liberdade. "Nossas petições legais e memorandos, juntamente com os depoimentos juramentados dos mais respeitados cientistas do mundo, expõem um caso claro de porque estes seres vivos cognitivamente complexos e autônomos possuem o direito legal básico a não ser aprisionados", escreveram.
As cortes podem decidir acolher ou não as petições, mas se se recusarem, a organização tem o direito de apelar. O Nonhuman Rights Project trabalha para mudar o status da lei comum de pelo menos alguns animais para "pessoas", que passariam a ter direitos fundamentais, como integridade física e liberdade física.