Dos brasileiros que estão ilhados na cidade histórica de Machu Picchu, no Peru, em função das chuvas que bloquearam estradas na região, pelo menos 38 saíram do Rio Grande do Sul. A mulher, a irmã e a sobrinha de Egildo Folletto, morador de Alvorada, partiram em uma excursão em direção ao país no dia 16 e retornariam no dia 31. Ele informou que a esposa, a advogada Mara Folletto, entrou em contato por telefone na segunda-feira. Ela disse que brasileiros dormiram em um vagão de trem na noite de domingo. Desde então, Folletto não conseguiu mais contato.
Segundo ele, faziam parte do grupo moradores de Sobradinho, Ijuí, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul e Arroio do Tigre. "Da Capital eram pelo menos cinco pessoas."
O Ministério das Relações Exteriores está em contato com autoridades peruanas, que realizam um plano de evacuação do local. De 100 a 120 brasileiros estão isolados na área, conforme estimativa do órgão. Os técnicos da Defesa Civil do país dependem da melhora do clima para fazer o resgate dos turistas, segundo o ministério.
Chuvas
As chuvas intensas provocaram no fim de semana a morte de uma idosa e uma criança, segundo autoridades locais. As tempestades causaram também deslizamentos de terra, inundando dezenas de casas em algumas regiões de Cuzco e em outras afetaram a única ferrovia que leva a Machu Picchu, que está 1,1 mil quilômetros a sudeste de Lima.
O presidente da região de Cuzco, Hugo Gonzáles, declarou situação de emergência e anunciou que pedirá ao governo federal a aprovação desta medida para agilizar os trabalhos de ajuda. O ministro do Comércio Exterior e Turismo, Martín Pérez, disse que as chuvas são as piores em 15 anos.
O sítio arqueológico de Machu Picchu – uma cidade inca que permaneceu escondida até o início do século passado – é um dos locais mais procurados por turistas de todo o mundo.
Grupo de turistas que saiu do RS está ilhado no Peru
Segundo Ministério das Relações Exteriores, cerca de 120 brasileiros estão em Machu Picchu