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Grupo islâmico reivindica ataque no Quênia

Homens armados invadiram shopping e mataram pelo menos 31 pessoas em Nairóbi

Forças de segurança tentam controlar a situação no Quênia
Forças de segurança tentam controlar a situação no Quênia Foto : Nichole Solbecki / AFP / CP
A milícia islâmica somali "Shebab", ligada à Al-Qaeda, reivindicou o ataque deste sábado contra um shopping de Nairóbi que deixou dezenas de mortos. "Os mujahedines entraram ao meio-dia de hoje no Westgate", o shopping onde ocorreu o massacre, diz uma mensagem no Twitter postada por volta das 18h (15h Brasília). "Eles mataram mais de 100 infiéis quenianos e a batalha prossegue", afirma a mensagem. Segundo o Centro Nacional de Operações de Desastre do Quênia, 31 pessoas morreram no atentando.

Segundo o departamento de Estado departamento americano de Estado, cidadãos dos Estados Unidos foram feridos no ataque. A embaixada de Washington no Quênia foi acionada e está "em contato com as autoridades locais". "Condenamos este atentado desmedido no qual homens, mulheres e crianças inocentes foram mortos ou feridos". O departamento de Estado "segue de perto" a evolução da situação em Nairóbi.

O ataque


Um grupo armado e encapuzado invadiu o centro comercial Westgate Mall, um dos mais luxuosos de Nairóbi, que tem uma clientela formada principalmente por quenianos ricos e estrangeiros. Os criminosos dispararam e lançaram granadas. Unidades de elite do exército queniano foram mobilizadas para reforçar as forças policiais no local e ajudar na retirada dos clientes e dos funcionários do centro comercial.

Segundo uma fonte de segurança, policiais e soldados quenianos conseguiram isolar e encurralar os sobreviventes do grupo armado dentro do centro comercial. "Os criminosos foram isolados e estão encurralados em uma área em um dos andares. O resto do shopping parece estar seguro", afirmou a fonte.

Muito movimentado nos fins de semana, o shopping é citado regularmente como possível alvo de grupos relacionados à Al-Qaeda, como os insurgentes somalis shebab. Este tipo de ataque é algo que nunca havia ocorrido na capital queniana e pode ser o atentado mais sangrento desde o ataque suicida da Al-Qaeda de 1998, que teve como alvo em agosto daquele ano a embaixada americana em Nairóbi e que deixou mais de 200 mortos.

"Atrás do centro comercial há 13 cadáveres, em diferentes lugares. Meus colegas que estavam nos andares superiores dizem que há mais cadáveres, mas eu vi 13", declarou um funcionário policial no local. Uma jornalista da AFP-TV viu três cadáveres em frente ao shopping e dois em seu interior.

Feridos e ensanguentados, pais com seus filhos nos braços, assustados e nervosos, saíam em desespero do edifício de quatro andares. As forças de segurança avançavam loja por loja para retirar as pessoas escondidas e buscar os homens armados, mascarados e vestidos de preto, segundo as testemunhas, que tinham em seu poder sete reféns.

O Westgate Mall é um labirinto de lojas de todo o tipo, onde é muito fácil se esconder. Segundo uma testemunha, os criminosos executaram clientes. Este centro comercial, aberto em 2007 e próximo à sede local das Nações Unidas, tem restaurantes, cafés, bancos, um grande supermercado e várias salas de cinema que atraem milhares de pessoas todos os dias.

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