"Em...19 de março, nosso irmão Youssef o francês conduziu uma operação que abalou as fundações dos sionistas cruzados...e encheu o coração deles de terror", disse o comunicado, aparentemente se referindo à chacina que Merah conduziu na escola judaica, onde matou um rabino de 30 anos e três crianças. Acredita-se que Merah tenha matado a tiros três paraquedistas franceses em dois ataques separados, em Montauban e em Toulouse. Os três soldados franceses mortos tinham origem árabe e eram muçulmanos.
"Nós assumimos a responsabilidade por essas operações", disse o comunicado, acrescentando que os "crimes de Israel não ficarão sem punições". De acordo com o grupo que monitora atividades de extremistas na internet, o SITE dos Estados Unidos, a organização Jund al-Khilafah assumiu atentados realizados no passado no Afeganistão e no Casaquistão, informa a agência France Presse (AFP). As informações são da Dow Jones.
Medidas mais duras contra terrorismo
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, prometeu ações mais duras contra o terrorismo em declarações ao povo francês, pouco depois da confirmação da morte do suspeito de ser o atirador que matou sete pessoas no sudoeste do país. "A partir de agora, qualquer um que faça consultas regulares a sites que defendem o terrorismo, o ódio e a violência, será punido criminalmente", disse ele em declarações transmitidas pela televisão, feitas no palácio presidencial.
Atirador saltou de varanda
O islamita Mohamed Merah, 23 anos, morreu após saltar pela varanda do apartamento no bairro de Côté Pavée, em Toulouse, sul da França. Após 32 horas de cerco, a polícia francesa invadiu o local e houve intensa troca de tiros. Um policial foi gravemente ferido no tiroteio, que durou cinco minutos. Trezentos cartuchos foram disparados dos dois lados, segundo fontes policiais.