Os arquivos revelam dois casos de mortes em Berlim Oriental por testes com Trental, um produto destinado a facilitar a circulação sanguínea desenvolvido pelo laboratório da Alemanha Ocidental Hoechst (atualmente fundido com o Sanofi). Além disso, outras duas mortes foram registradas perto de Magdeburgo durante testes com um remédio para a hipertensão realizado para o Sandoz, depois adquirido pelo grupo suíço Novartis.
Muitas vezes, os pacientes eram incapazes de dar um pleno consentimento, como os 30 prematuros que testaram EPO em um hospital berlinês ou os alcoólatras em pleno delirium tremens que receberam Nimodipin da Bayer, que melhora a circulação sanguínea cerebral. Os laboratórios ofereciam até 800 mil marcos alemães (400 mil euros) por estudo, conforme o Der Spiegel.
Interrogadas pelo Der Spiegel, as empresas mencionadas destacaram que os incidentes ocorreram há muito tempo e que, a princípio, os testes respondem a protocolos muito rígidos.