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Guaidó fala à nação e convoca manifestações ao longo da semana

Ele também agradeceu o apoio internacional e a ajuda humanitária prometidos ao povo venezuelano

"A nossa luta não terminou por excesso de usurpação de poder", afirmou
"A nossa luta não terminou por excesso de usurpação de poder", afirmou Foto : Luis Robayo / AFP / CP
O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, fez um pronunciamento, por meio de transmissão ao vivo nas redes sociais, em que anunciou manifestações em todo país, na próxima quarta-feira e no sábado. Também agradeceu o apoio internacional e a ajuda humanitária prometidos ao povo venezuelano. A reação dele ocorre logo após a Organização das Nações Unidas (ONU) apelar para novas eleições na Venezuela e a maior parte da comunidade internacional anunciar apoio ao governo interino.

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"A nossa luta não terminou por excesso de usurpação de poder", afirmou, no início da declaração, ressaltando ter informações de que seu nome foi vetado em rádios do país. Ao conclamar para novas manifestações ao longo da
semana, ele pediu que sejam "pacíficas" e frisou a palavra. "Peço a todos os venezuelanos que saiam às ruas", disse
Guaidó. "Levando a nossa mensagem", acrescentou, lembrando que a ONU deu prazo de oito dias, a contar do último sábado, para serem realizadas novas eleições no país.

O pronunciamento durou cerca de 14 minutos e foi ao ar por volta das 23h (horário de Brasília). Guaidó usou um cenário simples para discursar: sentado em uma mesa, tinha atrás dele, do lado esquerdo do vídeo, a bandeira da Venezuela
e à direita um busto de Símon Bolívar, herói nacional. Ele ressaltou que é necessário cessar com as "perseguições
e assassinatos" na Venezuela e com o desrespeito aos direitos humanos. Também lembrou que há cerca de 160 militares presos no país.

Nos últimos dias, ele tem defendido a anistia aos militares e civis que servem ao governo do presidente Nicolás Maduro. Sem mencionar o nome de Maduro,  Guaidó se refere a ele apenas como "usurpador". Segundo o presidente interino, o esforço será também para recuperar a economia da Venezuela, iniciando com as emergências humanitárias com apoio internacional, oferecido por vários países, inclusive os Estados Unidos e o Reino Unido. Mais cedo, Guaidó apelou para que as Forças Armadas "não disparem mais contra o povo da Venezuela, nem reprima as manifestações que têm caráter pacífico  e democrático".