Um grupo que declara simpatia aos jihadistas do Estado Islâmico invadiu a conta no Twitter e a página no YouTube do Comando Central americano (Centcom) nesta segunda-feira, e publicou na internet documentos militares internos.
Em uma embaraçosa propaganda no microblog da instituição militar americana, foi postada uma faixa em preto em branco com a imagem de um combatente com capuz, seguida das palavras "Cybercaliphate" (cibercalifado) e "I love you, Isis" (Eu te amo, EI).
"Podemos confirmar que a conta no Twitter do Centro de Comando Central dos Estados Unidos e do YouTube foram expostas mais cedo hoje. Estamos tomando as medidas cabíveis para lidar com a situação", afirmou um oficial da Defesa à AFP.
O cibercalifado "já está aqui, estamos em seus PCs, em cada base militar", escreveram os hackers no Twitter do Centcom, antes de as autoridades decidirem suspender o serviço.
O poderoso Comando Central militar dos Estados Unidos, sediado em Tampa, na Flórida, supervisiona as operações aéreas lideradas pelos Estados Unidos contra o grupo no Iraque e na Síria, bem como outras forças americanas no Oriente Médio.
A invasão nas contas das mídias sociais do Centcom ocorre em um momento em que o presidente Obama fazia um discurso sobre cibersegurança.
Não está claro ainda se a invasão representou uma ameaça genuína a redes de computador sensíveis, informaram oficiais do Pentágono.
Autoridades americanas disseram que estavam investigando o efeito do ataque cibernético, mas aparentemente nenhum documento secreto foi postado pelos hackers.
Foi publicado no 'feed' do Twitter do Centcom um arquivo com telefones de oficiais, que parecia estar sutilmente desatualizado, assim como o que pareciam ser fotos pessoais tiradas por soldados e alguns slides em 'power point' relacionados à Coreia do Norte e à China.
Comandantes e altos oficiais americanos já tinham dito que o grupo Estado Islâmico tem demonstrado uma grande habilidade para a propaganda e a autopromoção para potenciais recrutas jihadistas.
Hackers pró-Estado Islâmico invadem contas do comando militar dos EUA
Twitter e Youtube foram as redes que os simpatizantes jihadistas invadiram