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Haiti não consegue contar as milhares de vítimas

Premiê diz o número de mortos pode passar dos 100 mil. Doze brasileiros morreram

Haiti não consegue contar as milhares de vítimas
Haiti não consegue contar as milhares de vítimas Foto : Juan Barreto / AFP / CP
Um dia após o tremor de 7 graus na escala Richter que devastou parte do Haiti na terça-feira , o dia na capital Porto Príncipe foi de resgate às vítimas. O premiê do país, Jean Max Bellerive, crê que mais de 100 mil pessoas podem estar mortas. Em Brasília, o Ministério da Defesa confirmou que 11 militares brasileiros estão entre as vítimas fatais assim como a médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, que estava no país.

Os números ainda são desencontrados e não há estatísticas oficiais. O presidente do Haiti, René Préval, disse que os mortos podem chegar a 50 mil e que o país não tem condições de atender a todos os feridos. Um dos principais hospitais do Haiti também desabou.

O epicentro do terremoto ocorreu a apenas 16 km da capital. Segundo especialistas, o tremor foi desastroso porque ocorreu a pouca profundidade (10 km). Boa parte dos prédios da cidade como a centenária catedral de Porto Príncipe e até o palácio da Presidência foram ao chão.

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Ajuda internacional

A reação da comunidade internacional foi rápida. O presidente americano Barack Obama já mandou navios com equipes de socorro e especialistas para ajudar as vítimas. Vários países latino-americanos também anunciaram ajuda, assim como a União Europeia.

O governo brasileiro anunciou o repasse de R$ 25 milhões ao país caribenho, a maior contribuição até o momento. Também é o maior valor já enviado pelo Brasil a um país estrangeiro. O Banco Mundial disse que vai liberar R$ 170 milhões ao país caribenho.

O Brasil comanda a Minustah (Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti), com mais de 7.000 integrantes, sendo 1.266 brasileiros.

O ministro da Defesa Nelson Jobim, viajou ao país nesta quarta. Na manhã desta quinta-feira (14), um segundo avião da FAB vai levar profissionais da Defesa Civil do Rio de Janeiro e cães farejadores, além de equipamentos, alimentos, remédios e água às vítimas do terremoto.

Luto

A morte de 11 militares brasileiros e da médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, fez o governo brasileiro decretar luto de três dias. Lula se disse "chocado" com as perdas.

A ONU confirmou a morte de 16 integrantes no país, incluindo os onze militares brasileiros. O chefe da missão de paz, o tunisiano Hedi Annabi também está entre os mortos segundo o governo da França. Préval disse que seu corpo foi encontrado, mas a ONU ainda o considera desaparecido.

O governo do Haiti fez um apelo pedindo ajuda internacional. O país é o mais pobre das Américas e tem uma história marcada por instabilidade política.

As informações são do R7.