"O Haiti perdeu de 10 a 15 anos com a catástofre e precisa mais do que nunca de um mutirão internacional de ajuda", disse o chefe do escritório da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Haiti, Ricardo Seitenfus, à Rádio Guaíba, nesta quarta-feria. Ele lembrou que o país caribenho não tem qualquer condição de fornecer proteção civil, nem equipamentos ou técnicos para enfrentar a tragédia.
Seitenfus avalia que o terremoto terá grande repercussão humana, social e política, pois vive "uma falsa estabilidade" com a missão de paz da ONU. Advertiu que, se não houver uma mobilização geral de socorro, como está ocorrendo, o trabalho realizado pela ONU e organizações não-governamentais nos últimos seis anos será perdido.
Segundo o analista, as raízes do mal do Haiti não são as milícias, mas a violência gerada pela miséria, falta de alimentos, de água e de saneamento.
Haiti perdeu de 10 a 15 anos com a catástrofe, avalia especialista
Professor Ricardo Seitenfus defende mutirão internacional de ajuda ao país