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Haiti sofre com saques e problemas na distribuição da ajuda

Habitantes buscam freneticamente nos edifícios destruídos bens para a sobrevivência

Soldados jamaicanos carregam mantimentos para as vítimas em Porto Príncipe
Soldados jamaicanos carregam mantimentos para as vítimas em Porto Príncipe Foto : Nicholas Kamm / AFP
O desespero e a revolta aumentam no Haiti, após o terremoto que destruiu Porto Príncipe, onde saqueadores armados levam ainda mais terror às ruas, enquanto as autoridades criticam problemas de coordenação para a distribuição de ajuda humanitária.

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A morte, apresentada da maneira mais intensa e desumana, toma conta das ruas da capital do país, destruída pelo terremoto de terça-feira, que atingiu 7 graus na escala Richter e deixou um balanço parcial de mais de 50 mil mortos.

Ao mesmo tempo que funcionários da ONU pedem mais ajuda, os saques não param e acontecem confrontos violentos nos postos de distribuição de ajuda. “Há homens armados, muitos saques”, afirma Eglide Victor. A casa precária deste haitiano foi a única que permaneceu de pé em todo um quarteirão no centro de Porto Príncipe.

No Mercado de Ferro, um dos bairros mais pobres de Porto Príncipe, os habitantes buscavam freneticamente nos edifícios destruídos bens para a sobrevivência, ignorando os corpos amontoado.