Um dos líderes do grupo islâmico Hamas, Mahmoud al-Mabhouh, assassinado durante visita a Dubai no mês passado, colocou-se em risco ao violar protocolos de segurança como falar sobre sua viagem ao telefone e fazer reservas de hotel pela internet, avaliaram correligionários neste sábado.
Salah Bardawil, deputado pelo Hamas, revelou durante entrevista coletiva concedida neste sábado que Mabhouh, encontrado morto em 20 de janeiro em um quarto de hotel em Dubai, conversou pelo telefone com sua família em Gaza e disse em qual hotel estaria hospedado. Ainda segundo Bardawil, ele fez a reserva do hotel e agendou sua viagem pela internet.
A polícia dos Emirados Árabes Unidos identificou 11 suspeitos e atribuiu o assassinato de Mabhouh, um dos fundadores do braço armado do Hamas, ao Mossad, serviço de espionagem internacional de Israel. Autoridades israelenses têm evitado comentários sobre o assunto e não confirmam nem negam o suposto envolvimento do Mossad no crime.
Hamas avalia que líder assassinado colocou-se em risco
Mahmoud al-Mabhouh teria falado ao telefone e feito reservas pela internet