Essas execuções aconteceram um dia depois que três comandantes do braço armado do Hamas morreram em um bombardeio israelense contra um prédio de Rafah, sul da Faixa de Gaza. A "resistência", termo usado para designar os grupos armados que lutam contra Israel em Gaza, reforçaram a "luta no terreno contra a colaboração com o inimigo que comete assassinatos", afirma o site Majd.
Segundo o site, que cita sem dar nomes um dirigente da segurança em Gaza, a "resistência" realizou as execuções depois de "um procedimento judicial". "Todos os colaboracionistas serão julgados por tribunais revolucionários e receberão as penas previstas para este delito", afirmou esta fonte, referindo-se aos tribunais secretos criados pelos movimentos palestinos em Gaza.
Segundo a legislação palestina, os colaboradores, os assassinos e os traficantes de droga podem ser condenados à pena de morte. Teoricamente, as execuções devem ser aprovadas pelo presidente palestino Mahmud Abbas, que dirige a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) com a qual o Hamas assinou recentemente um acordo de reconciliação. Na prática, o Hamas é encarregado do tema.