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Hamas exige pedido de desculpas dos EUA por filme

Foram registradas violentas manifestações contra longa americano que insultaria Islã

O chefe do governo do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, pediu nesta quinta-feira que o governo americano se desculpe com os muçulmanos pela divulgação de um filme produzido e filmado nos Estados Unidos, considerado ofensivo ao Islã. Enquanto isso, o ministro dos Waqfs (Bens Religiosos Muçulmanos) do governo do Hamas, Ismail Radwane, pediu a centenas de manifestantes reunidos diante da sede do Conselho Legislativo em Gaza que boicotem os produtos americanos e convocou uma manifestação após as orações de sexta-feira.

Os participantes da manifestação, organizada pelo ministério, brandiam bandeiras com as inscrições "Nós nos sacrificaremos por ti, ó profeta de Deus", e "Onde vocês estavam, muçulmanos, quando insultavam o seu profeta?". Já Haniyeh condenou o filme que insulta Maomé, que é representado por um ator americano.

Em Tel Aviv, cerca de 60 árabes israelenses participaram de um protesto diante da embaixada americana convocado pelo Movimento Islâmico de Israel, gritando palavras de ordem contra o filme e seus produtores. "Viemos protestar contra os produtores desse filme e contra os Estados Unidos que autorizaram sua produção", disse Zahi Najdat, que estava entre os manifestantes.

Nessa quarta-feira, o embaixador dos Estados Unidos na Líbia, J. Christopher Stevens, e três funcionários americanos morreram na noite dessa terça-feira em um ataque ao consulado em Benghazi, no leste do país. Essa foi a primeira manifestação contra o filme.

O longa-metragem de baixo orçamento intitulado "A Inocência dos Muçulmanos", que provocou violentas manifestações no mundo muçulmano, é apresentado como uma descrição da vida do profeta do Islã, Maomé, e menciona questões como homossexualidade e pedofilia.

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