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Hayat Boumeddiene estaria na Turquia no momento dos ataques em Paris

Polícia tinha divulgado uma foto da jovem de 26 anos e advertiu que ela poderia "estar armada" e ser "perigosa"

Milhares saíram as ruas em homenagem aos mortos nos atentados em Paris
Milhares saíram as ruas em homenagem aos mortos nos atentados em Paris Foto : Kenzo Tribouillard / AFP / CP
Hayat Boumeddiene, a companheira do homem que matou uma policial e manteve vários reféns em um mercado especializado em produtos judaicos, em Paris, alvo de um mandado de busca da polícia, viajou para a Turquia "há algum tempo", afirmou à AFP neste sábado uma fonte policial.

Procurada pelo suposto envolvimento na troca de tiros praticada por seu marido, Amédy Coulibaly, em Montrouge (sul de Paris), no qual uma policial foi morta, e pela suspeita de ajuda na tomada de reféns no mercado judaico (que deixou quatro mortos), Boumeddiene, muito provavelmente, já estava na Turquia no momento dos fatos, informou a fonte.

Os investigadores buscam verificar se, após viajar para a Turquia, ela passou pela Síria.

A polícia tinha difundido uma foto da jovem de 26 anos e advertiu, na ordem de captura emitida contra ela, que pode "estar armada" e ser "perigosa", antes de revelada sua provável fuga para o exterior.

De cabelos pretos e longos e rosto infantil, Boumeddiene é muito religiosa e usa o véu integral, o que a obrigou a renunciar ao emprego de caixa, segundo a imprensa francesa.

Filha de um entregador, faz parte de uma família de sete irmãos. Ela se casou no religioso com Coulibaly em 2009. Sua mãe morreu em 1994, segundo a mesma fonte.

Em uma foto que circula pelas redes sociais, ela aparece usando um véu islâmico negro integral, que só deixa à mostra os olhos, e segurando uma balestra, um tipo de arma que dispara flechas.

A mulher mais procurada da França

As forças de segurança francesas buscavam Hayat Boumeddiene freneticamente neste sábado. A polícia voltou neste sábado ao mercado que foi cenário da tragédia para tentar recolher mais pistas que possam sugerir o paradeiro da jihadista. Tanto Coulibaly como sua companheira mantinham vínculos constantes com os irmãos Said e Chérif Kouachi, responsáveis pela matança na sede parisiense da revista Charlie Hebdo.

Os dois foram mortos na localidade de Dammartin-en-Goële, nordeste de Paris, quase ao mesmo tempo que Coulibaly.

A mulher de Chérif Kouachi, Izzana Hamyd, está detida desde quarta-feira, enquanto que a companheira de Coulibaly se converteu na mulher mais procurada da França.

Segundo a procuradoria, Izzana Hamyd fez mais de 500 ligações telefônicas em 2014 para a mulher de Coulibaly, Hayatt Boumedienne. Coulibaly, cujos pais eram de origem malinense, justificou sua ação ante seus reféns ao aludir à intervenção militar francesa no Mali, e aos bombardeios ocidentais na Síria, em uma conversa gravada pela rádio francesa RTL.