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Hezbollah aceitou cessar-fogo com Israel no dia da morte de seu líder, diz fonte libanesa

Fonte afirma que o Hezbollah informou governo libanês sobre a decisão

Hassan Nasrallah foi morto em um ataque israelense no dia 27 de setembro
Hassan Nasrallah foi morto em um ataque israelense no dia 27 de setembro Foto : Rizwan Tabassum / AFP / CP

O Hezbollah informou às autoridades libanesas que aceitou o acordo de cessar-fogo com Israel no dia em que o seu líder, Hassan Nasrallah, foi morto em um ataque israelense, disse uma fonte do governo libanês à AFP nesta quarta-feira, 9.

Até então, a poderosa formação apoiada pelo Irã condicionava qualquer cessar-fogo no Líbano à cessação dos combates em Gaza entre o seu aliado palestino, o Hamas, e o Exército israelense. O Hezbollah abriu uma frente no sul do Líbano contra Israel há um ano para apoiar o Hamas, cujos ataques de 7 de outubro em Israel desencadearam a guerra em Gaza.

"No dia 27 de setembro, o Hezbollah informou oficialmente o Governo libanês, por meio do presidente do Parlamento, Nabih Berri, que aceitava a iniciativa internacional de cessar-fogo", disse esta fonte, que não quis ser identificada. O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, estava naquele dia na ONU, onde França e Estados Unidos, acompanhados por países árabes, iniciaram uma proposta internacional para um cessar-fogo de 21 dias.

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Mikati informou os seus interlocutores sobre a posição do Hezbollah, disse esta fonte, e os negociadores internacionais também aguardavam a aprovação do governo israelense. No entanto, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou em um discurso no mesmo dia na ONU que continuaria atacando o Hezbollah no Líbano. Logo após terminar o seu discurso, a força aérea israelense realizou um poderoso ataque nos subúrbios ao sul de Beirute, um reduto do Hezbollah, no qual o seu líder foi morto.

Desde a morte de Nasrallah, o governo libanês "não tem mais contato com o Hezbollah", disse a fonte. Mas na terça-feira, o número dois do Hezbollah, Naim Qasem, afirmou que a sua formação apoia "os esforços políticos do presidente (do Parlamento, Nabih) Berri, que visam principalmente um cessar-fogo", disse Qasem em um discurso transmitido pelo canal Al Manar. Berri lidera o movimento xiita Amal, um aliado do Hezbollah.