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Homem é resgatado sob escombros após acidente no porto de Gênova

Colisão de navio contra torre de controle matou pelo menos sete pessoas

Torre desabou após navio colidir no porto de Gênova
Torre desabou após navio colidir no porto de Gênova Foto : Giuseppe Cacace / AFP / CP
Um homem foi encontrado vivo nesta quarta-feira sob os escombros do porto de Gênova, no Norte da Itália, onde um navio de carga bateu na noite de terça contra uma torre de controle. O acidente causou a morte de pelo menos sete pessoas.

Segundo o jornal Il Secolo XIX, o sobrevivente é tem 50 anos e trabalhava na central telefônica da capitania. Em estado grave, ele foi hospitalizado. A justiça italiana abriu uma investigação por homicídio culposo contra o comandante da embarcação. Ele foi apreendido a pedido das autoridades. Nesta quarta-feira, funcionários prosseguem as buscas de vítimas entre os escombros e no mar.

O acidente ocorreu às 20h (19h horário de Brasília) durante a saída do porto de Gênova - o terminal marítimo comercial e industrial mais importante da Itália - do "Jolly Nero", um cargueiro da empresa Messina, de 239 metros de comprimento, 30 de largura e 40.500 toneladas.

O enorme barco se chocou por causas desconhecidas contra o Palazzina Piloti, uma torre de 45 metros, a mais alta da Itália, de onde são controlados os movimentos das embarcações, que desabou devido ao impacto. "Arremeteu contra a torre, mas não sabemos o motivo", disse um funcionário da empresa Messina, com sede em Gênova, proprietária da embarcação.

Cerca de quinze pessoas estavam na torre que desabou. O navio estava sendo conduzido por um piloto do porto e tinha dois rebocadores, um na frente e outro atrás, como indica o regulamento, explicaram fontes locais. Tudo parece indicar que se tratou de uma manobra equivocada ao entrar no porto. "Ocorreu justo quando havia maior quantidade de pessoas na torre", explicou a guarda-costeira ao jornal Secolo XIX, porque no momento da colisão ocorria a troca de turno dos funcionários da capitania.

O prefeito de Gênova, Marco Doria, declarou "luto cidadão", enquanto o presidente da região de Liguria, Claudio Burlando, classificou o ocorrido de "inexplicável". Ao chegar ao local do incidente, Stefano Messina, proprietário do navio, estava consternado: "Nunca ocorreu algo assim, estamos desesperados", disse à beira das lágrimas.

O presidente da autoridade portuária, Luigi Merlo, também estava presente. "É uma tragédia terrível. Estamos consternados, sem palavras", disse Merlo. "É um acidente inaceitável, um trauma incrível para todo o comando do porto. Por enquanto, só pensamos nas vítimas, depois tentaremos encontrar uma explicação", completou.

O acidente fez os italianos se lembrarem da tragédia do Costa Concordia, navio que naufragou em 13 de janeiro de 2012 depois de encalhar perto da ilha de Giglio, na Toscana, provocando a morte de 32 pessoas.

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