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Homem que feriu Larry Flynt é executado nos Estados Unidos

Joseph Paul Franklin assassinou 22 pessoas entre 1977 e 1980 e deixou paraplégico o produtor de filmes pornôs

Flynt está preso a uma cadeira de rodas há 35 anos
Flynt está preso a uma cadeira de rodas há 35 anos Foto : Manny Ceneta / AFP / CP
Partidário da supremacia branca que assassinou 22 pessoas entre 1977 e 1980 e deixou paraplégico o produtor de filmes pornôs Larry Flynt, Joseph Paul Franklin foi executado nesta quarta-feira no Missouri. Com 63 anos, ele foi declarado morto às 06h17min (10h17min no horário de Brasília) em Bonne Terre, por injeção letal de propofol. O medicamento é o mesmo que causou a morte do cantor Michael Jackson.

Trata-se da primeira execução no estado desde 9 de fevereiro de 2011, e a 35ª este ano nos Estados Unidos. Um tribunal de apelações havia levantado nesta manhã a suspensão da execução do homem, emitida por um juiz, que questionou a droga a ser utilizada no cumprimento da pena. O magistrado do Missouri havia adiado a execução ao alegar que o uso de pentobarbital na injeção letal carregava um alto risco "de dor desnecessária, além do necessário para matar".

Contudo, o Ministério Público recorreu da decisão e conseguiu nesta quarta a revogação da decisão por um tribunal de apelação, que considerou insuficiente as provas apresentadas pelos advogados de Franklin para impedir sua execução. Uma segunda juiza federal, Carol Jackson, também havia ordenado a suspensão da execução, alegando que Franklin não era mentalmente competente. A acusação também recorreu desta decisão.

Franklin foi condenado a várias penas de prisão perpétua e à morte pelo assassinato de Gerald Gordon em frente a uma sinagoga em St. Louis, no Missouri, em 1977. Ele também foi cumpria pena pela morte de dois negros em Utah, de um casal misto em Wisconsin e de um atentado contra uma sinagoga no Tennessee. Ele não chegou a ser julgado por ter atirado em 1978 contra Larry Flynt em frente a um tribunal, onde o produtor de cinema pornô respondia a uma acusação de obscenidade.

Flynt, de 70 anos, preso a uma cadeira de rodas há 35 anos, pediu ao estado de Missouri que não executasse o homem que o deixou paraplégico. "Na minha opinião, os únicos motivos em que se baseia a pena de morte é a vingança e não a justiça. E eu acredito fortemente que um governo que proíbe o assassinato entre os seus cidadãos não deve se envolver em matar pessoas", disse. 

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