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Honduras afirma que há armas na embaixada do Brasil

Denúncia foi realizada pelo chanceler hondurenho Carlos López Contreras

O governo de fato de Honduras afirmou nesta quarta-feira que há "estrangeiros e hondurenhos" armados no interior da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está refugiado o presidente deposto Manuel Zelaya.

A denúncia foi realizada pelo chanceler hondurenho Carlos López Contreras na abertura do diálogo promovido pelo secretário-geral da OEA José Miguel Insulza, com o apoio de um grupo de chanceleres e vice-chanceleres da região.

"Devem ser desarmados, especialmente os estrangeiros que, irregularmente, estão no interior da embaixada do Brasil porque lá apenas os funcionários do Brasil deveriam exercer sua autoridade", disse López ao citar a série de medidas que precisam ser adotadas para fortalecer o diálogo.

O embaixador brasileiro na OEA Ruy Casaes disse que quando Zelaya chegou à embaixada do Brasil, em 21 de setembro, as pessoas encarregadas de sua segurança portavam algumas armas, "mas solicitamos que nos entregassem estas armas porque não era razoável ter gente armada na embaixada e assim ocorreu". Segundo o diplomata, 17 armas foram entregues e estão guardadas no cofre da embaixada.

Casaes garantiu que no momento não há ninguém armado na sede diplomática do Brasil em Tegucigalpa, onde Zelaya permanece com cerca de 60 partidários.

O diplomata disse ainda que os únicos não hondurenhos na embaixada são os funcionários do Brasil.

Contreras reafirmou o pedido para que o Brasil defina o status de Zelaya na embaixada, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva define como hóspede do governo brasileiro.