As contestadas eleições gerais em Honduras - realizadas sob o regime de facto que governa o país há cinco meses - foram encerradas às 17h locais [21h no horário de Brasília], uma hora depois do previsto, com uma abstenção de 35%, segundo informou o TSE (Tribunal Supremo Eleitoral).
Alejandro Martínez, secretário-geral do TSE, declarou à Rádio América que o órgão eleitoral estima que 35% dos eleitores não compareceram às urnas. Menor do que os 45% registrados em 2005.
Por sua vez, o presidente deposto, Manuel Zelaya, que acompanhou o pleito da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa - onde se encontra desde o dia 21 de setembro -, estimou que a abstenção chegaria a 50%.
O boicote às eleições era a esperança de Zelaya para o não reconhecimento do pleito, realizado hoje em todo o país, sob o regime de Roberto Micheletti.
Micheletti, por sua vez, ao emitir seu voto na manhã de hoje, fez um chamado para que os hondurenhos comparecessem às urnas.
Honduras encerra eleições com abstenção de 35%
Estimativa é do TSE e frustra expectativa de Zelaya, que esperava 50% de abstenção