O governo de fato em Honduras suspendeu o acesso à embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está refugiado o presidente deposto, Manuel Zelaya, denunciou nesta sexta-feira o integrante da Comissão de Verificação e embaixador de Honduras junto às Nações Unidas, Jorge Arturo Reina.
"A partir da tarde de hoje (sexta) tivemos o acesso proibido", disse Reina à AFP. Esta suspensão será "até segunda ordem" e constitui um "atropelo". "Até o momento, sempre que solicitei permissão do governo de fato pude entrar na embaixada do Brasil", apesar do acesso ser restrito a poucas pessoas, "no máximo duas ou três", destacou Reina.
O diplomata esteve na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, acompanhado por uma delegação da Organização dos Estados Americanos (OEA) na quinta-feira passada.
Zelaya está refugiado na embaixada do Brasil desde que chegou a Tegucigalpa, no dia 21 de setembro, após voltar clandestinamente ao país.
Honduras se prepara para eleger no domingo o sucessor de Zelaya, em uma votação que parte da comunidade internacional não reconhecerá e que dividirá a população local. A posse do novo presidente ocorrerá no dia 27 de janeiro.
Honduras: governo de fato impede visitas a Zelaya
Exército suspendeu o acesso à embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está refugiado o presidente deposto