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Hospital de campanha brasileiro no Haiti terá 46 profissionais

Local contará com UTI, centro cirúrgico, laboratórios e atendimento ambulatorial

Terremoto deixou dezenas de mortos e feridos
Terremoto deixou dezenas de mortos e feridos Foto : AFP
Um total de 46 militares – entre médicos e enfermeiros – integrarão a equipe do hospital de campanha montado pelo governo brasileiro no Haiti. Nota divulgada hoje pela Aeronáutica informa que o local contará com equipamentos para centro cirúrgico, unidade de terapia intensiva (UTI), aparelho para raio-X, laboratório e módulos para atendimento ambulatorial.

O hospital vai atender urgências e emergências, com capacidade para realizar cirurgias e para socorrer pacientes em estado grave. A equipe conta com militares que já trabalharam em hospitais de campanha na década de 1980 no atendimento às vítimas de um terremoto em El Salvador e também no Haiti.

O local, composto por barracas climatizadas, funciona como uma espécie de hospital móvel para curto período de internação de pacientes e para atender feridos em combate.

Plano

O plano emergencial do governo brasileiro de ajuda ao Haiti terá ações nas cinco áreas prioritárias identificadas pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que chegou na noite de ontem ao país: sepultamento dos mortos, socorro médico aos feridos, remoção de destroços, reforço da segurança nas operações e distribuição de suprimentos, principalmente água e comida.

A estratégia foi traçada pela comitiva brasileira no Haiti, após reuniões com comandantes militares que atuam nas forças de paz e visitas às tropas atingidas pelo terremoto. Pelo menos 14 militares brasileiros morreram e quatro ainda estão desaparecidos. Jobim conversou sobre o plano nesta quinta-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e relatou a situação da capital, Porto Príncipe, após a tragédia.

Escombros


De acordo com o Ministério da Defesa, 15 engenheiros devem reforçar o Batalhão de Engenharia do Exército, que também utilizar equipamentos pesados da construtora OAS, que realiza obras no país, para auxiliar na retirada dos escombros e desobstrução das ruas, principalmente para garantir o acesso da ajuda humanitária e serviços de resgate.

Os engenheiros brasileiros também ajudarão no sepultamento dos corpos. A grande quantidade de mortos espalhados pelas ruas preocupa as autoridades pelo risco de epidemias e contaminação. O governo brasileiro vai sugerir às autoridades haitianas a indicação de um local para construção de um cemitério.

Até para receber a ajuda humanitária internacional, o Haiti deverá enfrentar dificuldades. A avaliação do governo brasileiro é de que será necessário montar estrutura para armazenamento e distribuição dos alimentos que já começaram a chegar ao país.

As tropas brasileiras também deverão atuar no reforço da segurança de comboios de ajuda humanitária e hospitais de campanha, para evitar saques e invasões.