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Hospital do Texas onde paciente morreu de ebola admite erro de diagnóstico

Thomas Duncan chegou veio procedente da Libéria, sem apresentar sintomas

O hospital de Dallas, Texas, onde morreu o liberiano Thomas Duncan no último dia 8 com ebola, desculpou-se por não ter diagnosticado corretamente os sintomas do paciente, segundo uma carta divulgada neste domingo.

"Quando Duncan deu entrada, nós o examinamos cuidadosamente e fizemos uma série de análises, mas o fato de que
ele vinha da África não foi comunicado corretamente à equipe médica", escreveu Barclay Bardan, presidente do
Texas Health Resources, ao qual pertence o Hospital Presbiteriano, onde o paciente foi atendido.

"Quando ele chegou à emergência, não soubemos detectar os sintomas de ebola. Lamentamos profundamente", diz a
carta.

Duncan, que chegou ao Texas em 20 de setembro, procedente da Libéria, sem apresentar sintomas, adoeceu dias
depois e foi internado com atraso no dia 28.

Bardan afirmou que o hospital realiza uma investigação para determinar como foram contagiadas duas enfermeiras
que atenderam ao paciente liberiano.

Outra funcionária do hospital, que esteve em contato com amostras biológicas de Duncan e viajava no
transatlântico Carnival Magic, não está doente, confirmou a empresa dona do navio, Carnival Cruise.

O Carnival Magic atracou na manhã de hoje no porto de Galveston, Texas. "Um exame de sangue feito por
autoridades sanitárias confirmou que esta pessoa não está infectada com o ebola", afirmou a empresa.

O medo do ebola, que já deixou mais de 4,5 mil mortos, principalmente em três países da África Ocidental
(Guiné, Libéria e Serra Leoa), levou o presidente Barack Obama a pedir que os americanos "não cedam à histeria
ou ao medo e se baseiem nos fatos".