Chávez votou em Caracas ao meio-dia, acompanhado por personalidades da esquerda. "Reconheceremos o resultado, qualquer que seja (...), por um voto de diferença ou por 3 milhões de votos. Os atores políticos responsáveis devem reconhecer os resultados diante de um sistema eleitoral absolutamente transparente", enfatizou o político no Colégio Manuel Palacios Fajardo do bairro 23 de Janeiro, conhecido bastião da esquerda.
"Há muita gente na fila, bom sol, bom clima, graças a Deus. Há muita gente e isto é muito positivo, uma democracia madura", disse Chávez antes de atender aos jornalistas, nacionais e internacionais. O presidente também recebeu o apoio pessoal do jornalista espanhol Ignacio Ramonet, da senadora uruguaia Lucía Topolansky e do ator americano Danny Glover.
Capriles votou durante a tarde em Las Mercedes, na região de Caracas, afirmando que a vontade do povo será respeitada nestas eleições. "Acatarei o que o povo disser hoje", destacou o ex-governador do estado de Miranda após votar às 14h30min, no município de Baruta, do qual foi prefeito. O candidato convocou todos os venezuelanos a não perder a oportunidade de votar e pediu ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que divulgue os resultados o mais rápido possível. "A primeira pessoa que vou contactar após saber dos resultados será o presidente da República. Assim tem que ser, este é o exemplo", destacou Capriles.
O campo chavista se mobilizou de madrugada com seu tradicional toque de despertar por todo o país. Sua estratégia foi garantir que a campanha 1X10 funcionasse: cada militante deveria estimular pelo menos dez pessoas a votar.
Já a oposição pediu o "um mais dois": todo aquele que votou em suas primárias de fevereiro deveria convencer outras duas pessoas de apoiar Capriles.
Chávez, de 58 anos está no poder desde 1999. Ele chegou às eleições na liderança da maioria das pesquisas, embora Capriles, de 40 anos e ex-governador do populoso estado de Miranda, tenha diminuído a distância que o separa do presidente. O presidente do país com as maiores reservas de petróleo mundiais prometeu aprofundar sua "revolução socialista" em caso de vitória.
Capriles ofereceu um modelo baseado no brasileiro, que concilie os setores público e privado, e acabar com a forma personalista de governar de Chávez, que concentra um grande poder em suas mãos e exerce um controle absoluto sobre os meios de comunicação estatais.