"Os estudos confirmaram a existência de um tumor com a presença de células cancerosas, o que exigiu uma necessária segunda intervenção, que permitiu a extração total do tumor", afirmou em discurso emocionado, o primeiro desde a operação.
Chávez, 56 anos, que está em Havana há três semanas, revelou que foi submetido a duas cirurgias: uma devido a um abscesso pélvico, da qual o povo venezuelano foi informado, e outra posterior, para retirar o tumor, ao que parece também situado na mesma região.
"Foi uma intervenção maior, realizada sem complicações, após a qual estou evoluindo satisfatoriamente enquanto recebo os tratamentos complementares para combater os diferentes tipos de células encontrados e prosseguir no caminho de minha plena recuperação", explicou Chávez, admitindo que cometeu um "erro fundamental" ao descuidar da saúde durante anos.
O presidente, que geralmente fala de improviso, se limitou a ler um discurso de menos de 15 minutos, previamente gravado, com uma imagem de Simón Bolívar de um lado e a bandeira venezuelana do outro.
Visivelmente mais magro e emocionado, Chávez garantiu que se mantém "informado e à frente das ações do governo bolivariano, em comunicação permanente com o vice-presidente Elías Jaua e toda a equipe de governo".
Chávez justificou assim a decisão de não entregar o governo a Elías Jaua, como determina a Constituição, mas não revelou quando regressará à Venezuela.