Milhares de pessoas participaram neste domingo, na região da Universidade de Sanaa, do funeral de alguns dos 52 manifestantes mortos a tiros na sexta-feira. Foi a maior manifestação desde o início dos protestos, em janeiro passado, para exigir a saída de Ali Abdullah Saleh. O local é o epicentro dos protestos e na sexta-feira foi cenário da sangrenta repressão de sexta.
Integrantes do governo protestam e pedem renúncia
O presidente Saleh lamentou a morte dos manifestantes e afirmou que não morreram por disparos de agentes das forças de segurança. A decisão de dissolver o governo ocorre após a renúncia da ministra iemenita dos Direitos Humanos, Huda al Baan, que abandonou o cargo em protesto pela repressão às manifestações de sexta.
A ministra também saiu do partido do Congresso Popular Geral, de Ali Abdullah Saleh, para protestar contra "o massacre cruel" de manifestantes na praça da Universidade. O subsecretário do ministério dos Direitos Humanos, Ali Taysir, tomou a mesma decisão. O embaixador do Iêmen nas Nações Unidas, Abdullah al Saidi, foi outro que apresentou sua renúncia para protestar contra o ato de sexta-feira.
O diplomata pediu demissão "em sinal de protesto contra o uso da força contra manifestantes em Sanaa", informou uma fonte da chancelaria. Além deles, vários ministros, responsáveis e deputados também renunciaram nos últimos dias em protesto pelo uso excessivo da força contra as manifestações que exigem a saída do presidente, no poder há 32 anos.
Visualizar Mundo Árabe em crise em um mapa maior