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Idosa é condenada à prisão por negar Holocausto na Alemanha

Ursula Haverbeck disse que o genocídio dos judeus foi a maior e mais duradoura mentira da história

Ursula Haverbeck foi condenada por negar Holocausto na Alemanha
Ursula Haverbeck foi condenada por negar Holocausto na Alemanha Foto : YouTube / Reprodução / CP
Um tribunal de Hamburgo, na Alemanha, sentenciou Ursula Haverbeck, de 87 anos, a 10 meses de prisão por ter declarado que o Holocausto era "a maior mentira e mais duradoura" da história. Ela fez a afirmação em abril, durante o julgamento do ex-contador do campo de extermínio de Auschwitz Oskar Gröning.

A Justiça condenou a ré por "incitar o ódio", após uma audiência em que Ursula reafirmou suas palavras e acusou a o tribunal de condenar aqueles que questionam o Holocausto, "perpetuando uma mentira". A idosa, que vai apelar da decisão, também argumenta que Auschwitz, símbolo do genocídio perpetrado pelos nazistas, nunca foi um campo de extermínio.

A idosa, apresentada pelo jornal Tageszeitung como a "grande dama" dos negacionistas alemães, já havia sido condenada em várias ocasiões por fazer declarações semelhantes. No entanto, é a primeira vez que ela recebe uma sentença de prisão.

Em seu site, Ursula Haverbeck se apresenta como "uma representante do revisionismo histórico" e se orgulha de ser uma "lutadora destemida a favor da verdade". Ela é viúva de Werner Georg Haverbeck, um militante da extrema-direita, que morreu em 1999. Juntos, eles fundaram em 1963 o Collegium Humanum em Vlotho (centro da Alemanha), uma instituição educacional considerada um ninho de negacionista,  fechada em 2008.

Cerca de 1,1 milhão de pessoas, incluindo um milhão de judeus, foram mortas entre 1940 e 1945 em Auschwitz-Birkenau, o campo libertado pelas tropas soviéticas em janeiro de 1945. Ao todo, os nazistas exterminaram seis milhões de judeus.