A maioria dos casos faz referência a abusos cometidos entre os anos 1950 e 1980 por religiosos, mas também por professores de religião e monitores de colônias juvenis. O documento, que contém os testemunhos anônimos de 124 pessoas, destaca que os abusos sexuais da maioria aconteceu aos 12 anos, mas também existem casos de crianças vitimadas dos 2 aos 7 anos.
A descrição das vítimas sobre os autores dos abusos geralmente é imprecisa, já que passaram muitos anos desde os crimes, mas depois das verificações, a comissão determinou que 102 eram membros de uma congregação religiosa. "É possível afirmar que nenhuma congregação fica à margem dos abusos sexuais de menores por parte de um ou vários de seus membros", destaca o relatório.
A comissão recebeu muitos depoimentos após a renúncia forçada, em 23 de abril, do arcebispo de Bruges, Roger Vangheluwe, que reconheceu ter abusado sexualmente de um sobrinho entre 1973 e 1986. Dois terços dos denunciantes são homens.