O incêndio que consumiu nesta quarta-feira o último andar de uma das cinco torres do presídio de San Miguel de Santiago e matou 81 presos, ferindo gravemente outros 14, foi intencional, segundo uma fonte do Ministério Público do Chile. "Foi encontrada uma evidência que mostra a intencionalidade da origem do fogo", afirmou em uma coletiva de imprensa o promotor Alejandro Pena, responsável pelas investigações que começou na quarta-feira.
"Foram revisadas todas as imagens de segurança, as comunicações internas da polícia e o corpo de bombeiros está sendo ouvido", disse o promotor Peña, sem dar mais detalhes da investigação. O governador de Santiago, Fernando Echeverría, confirmou que o número de prisioneiros mortos chega a 81 e mais de 200 detentos foram evacuados.
Os corpos dos presos estão no Instituto Médico Legal (IML) de Santiago para que sejam reconhecidos por suas famílias.
As autoridades advertiram que o número de falecidos pode aumentar, já que existem 14 feridos de extrema gravidade.
"Os 14 feridos estão em risco de vida por queimaduras", disse o ministro da Saúde, Jaime Mañalich.
Centenas de familiares esperavam por informações sobre os mortos e feridos nos arredores da prisão de San Miguel.
A cadeia, com capacidade para 900 presos, contava com 1.900 no total, segundo dados da polícia. O Chile tem uma população carcerária de 53 mil.
Incêndio que matou 81 em presídio foi intencional, diz Promotoria do Chile
Fogo começou na quarta-feira, deixou 14 feridos graves e obrigou a evacuação de 200