Três helicópteros lutavam contra as chamas na noite de ontem e aguardavam o reforço de outro helicóptero e de dois aviões. Ao menos 10% do Parque de Garajonay foi destruído no incêndio iniciado há uma semana e há preocupação com os bosques subtropicais do Mediterrâneo de milhões de anos, que fazem parte do Patrimônio da Unesco.
Na Galícia, outros três incêndios destruíram centenas de hectares de vegetação nesta sexta-feira no noroeste do país. Na província galega de Ourense, as chamas consumiram ao menos 400 hectares na região de Barco de Valdeorras, onde duas aldeias foram evacuadas devido à fumaça, informou o governo local.
O incêndio seguia fora de controle esta noite e avançava sobre residências em Millarouso, próximo a Valdeorras, onde a população auxiliava os bombeiros. Outros incêndios, de menor importância, ocorriam em Castilla La Mancha.
Após o inverno mais seco em 70 anos, a Espanha está em alerta de incêndio na maior parte do país, devido à chegada de uma onda de calor 'saariana', com temperaturas acima dos 40º em vários lugares. Entre 1º de janeiro e 29 de julho, os incêndios destruíram o total de 130.830 hectares de vegetação na Espanha, na maior superfície queimada em apenas sete meses nos dez últimos anos, segundo o ministério da Agricultura.
Em 22 de julho passado, um grande incêndio atingiu a Cataluña, no nordeste do país, devastando 13 mil hectares e matando quatro pessoas, incluindo três de nacionalidade francesa. O mais devastador incêndio florestal registrado na Espanha destruiu no início de julho cerca de 50 mil hectares de vegetação na região de Valência.