O governador de Nova Iorque, David Paterson, classificou o incidente com um carro-bomba na Times Square neste sábado como um "ato de terrorismo". "Por sorte, não houve feridos e agora a atenção das forças policiais está focada em levar à Justiça os que cometeram esse ato de terrorismo", disse Paterson.
O artefato foi considerado pela polícia novaiorquina de fabricação "amadora", mas de potencial "muito mortífero". O explosivo foi detonado por policiais em um carro na Times Square, segundo informaram as autoridades.
O prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, concedeu uma entrevista coletiva no local do incidente, na madrugada deste domingo, e disse que "tivemos muita sorte por ter evitado o que poderia ter sido uma explosão muito mortífera". Bloomberg estava ao lado do chefe de polícia Raymond Kelly, e disse que ainda "não temos nem ideia de quem fez isso nem o motivo".
O veículo Nissan Pathfinder estava estacionado em uma praça de Manhattan, por volta das 20h (22h de Brasília). A polícia interditou por mais de oito horas a região entre a 7.ª e 8.ª avenidas e as ruas 43 e 46. As ruas foram liberadas na manhã deste domingo. No coração da cidade, a Times Square estava lotada de gente, especialmente turistas, pois concentra os teatros da Broadway, que tiveram sessões atrasadas canceladas.
A polícia foi alertada por um vendedor ambulante, veterano da Guerra do Vietnã, que contou ter visto fumaça saindo de dentro do carro. O chefe de polícia de Nova Iorque disse que o veículo continha três tanques de propano, fogos de artifício, dois galões de 19 litros cada com gasolina, e dois relógios com baterias, fios elétricos e outros componentes.
Incidente com carro-bomba é um ato terrorista, diz governador de Nova Iorque
Artefato foi detonado pela polícia sem deixar feridos neste sábado