Apesar do desempenho positivo, o Brasil está entre os cinco maiores produtores de produtos orgânicos, com uma taxa de crescimento entre 30% e 50%, o dobro da média internacional, os itens ainda sofrem restrições pelos importadores. Por isso, o desafio será encontrar soluções locais para disputar os mercados mundiais.
Hoje, os maiores compradores de produtos orgânicos brasileiros são os Estados Unidos, a Europa e o Japão, e os principais produtos exportados estão soja, açúcar branco e açúcar mascavo, café, sucos cítricos, mel, arroz, frutas como manga e banana, entre outros. Na região Sul, a maior produção de orgânicos está no Paraná, seguido por Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Chás, mel, grãos e outros produtos processados são produzidos.
Para tentar vender essa gama de produtos ao mundo, o Brasil participou na Anuga 2011 com várias empresas produtoras de alimentos que querem expandir seus negócios para fora do país. O resultado disso foi a constatação de que o mercado está bem, mas precisa evoluir. Essa constatação não foi observada apenas nesse segmento, mas em outros mais.
Para tentar auxiliar os micro e pequenos empreendedores que desejam alcançar novos mercados, inclusive o internacional, o Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação em Alimentos para a Saúde, Nutrição e Nutracêutica (Nutritech) da Unisinos, participou da feira para conhecer as inovações e ajudar os empresários, por meio de consultorias, a desenvolver estratégias para o futuro. “O Brasil é um produtor de matéria-prima maravilhoso, mas ainda não aproveitamos a riqueza dessa matéria-prima. Precisamos agregar valor ao setor produtivo para ampliarmos os mercados”, observou a coordenadora do Nutritech, Denize Ziegler, que participou da Anuga atrás das inovações do mercado.
O Nutritech funciona desde 2005 como projeto, sendo que no final do ano passado e início deste passou a atuar como Instituto. E é o primeiro do país com o perfil de desenvolvimento da pesquisa orientada à aplicação do setor produtivo. O Instituto não atende apenas micro e pequenos empreendedores, mas as grandes empresas também. A intenção, de acordo com a coordenadora do Nutritech, é ajudar os empreendedores, desde a capacitação dos recursos até a busca pela inovação.
O Sebrae/RS, que levou à Anuga 11 micro e pequenos empresários, também tem papel importante no auxílio aos empreendedores e mostrou isso na feira, através dos empresários que participaram do evento como expositores ou visitantes. Para a maioria, não fosse a ajuda do Sebrae/RS orientando-os na gestão, talvez a maioria não estivesse na feira.
Dentre os programas da entidade para prestar consultoria aos empresários, o Sebrae Tec e o Sebrae Mais, ambos com subsídios que podem chegar até 80% do valor do trabalho, destacou o dietor Administrativo e Financeiro do Sebrae/RS, Marcelo Ribas.