Anurag Gupta, porta-voz da polícia de Jharkhand, declarou que o caso estava sendo investigado, mas disse que era muito cedo para confirmar se o ataque foi motivado por razões políticas. "É muito difícil dizer neste momento qual foi a razão exata por trás do incidente", afirma.
A vítima, de 30 anos, faz parte de uma ala "minoritária" do Partido Bharatiya Janata (BJP), que tenta atrair os eleitores muçulmanos a esta organização, favorita nas eleições.
Poucos muçulmanos são esperados para votar em favor do BJP, liderado pelo político linha-dura Narendra Modi, cuja reputação foi afetada pelos distúrbios religiosos em seu estado natal de Gujarat, em 2002. Modi, que segundo as pesquisas deve ser eleito primeiro-ministro em 16 de maio, era o chefe do Governo deste estado no momento em que conflitos religiosos explodiram, deixando mais de 1.000 mortos, em sua maioria muçulmanos.
A situação das mulheres é uma prioridade na agenda eleitoral, após a morte de um estudante devido a um estupro coletivo em um ônibus em Nova Delhi, em dezembro de 2012. Este caso provocou um debate nacional sobre a violência sexual no país.