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Indonésia convoca embaixada brasileira para discutir situação de Rodrigo Gularte

Defesa do brasileiro tenta convencer sobre a necessidade de tratamento psiquiátrico

O governo da Indonésia convocou representantes das embaixadas dos países com cidadãos no corredor da morte para reunião neste sábado, na prisão de Nusakambangan, em Cilacap, a cerca de 400 quilômetros de Jacarta, capital do país. No grupo de dez prisioneiros condenados por tráfico de drogas estão o brasileiro Rodrigo Gularte e detentos da Austrália, França, Filipinas, Nigéria e de Gana.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou que a Embaixada do Brasil em Jacarta recebeu a convocação ontem e mandou um representante ao local onde fica a prisão na qual o paranaense Rodrigo Gularte e os demais condenados estão.

O MRE informou que ainda não recebeu comunicação oficial sobre eventual data de execução do brasileiro, preso em julho de 2004 ao tentar entrar na Indonésia com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe.

Pelas leis locais, os presos e seus representantes devem ser comunicados com 72 horas de antecedência da execução. A convocação das embaixadas gerou especulação entre quem acompanha o caso e os envolvidos. Amanhã, as autoridades do país podem definir a data do fuzilamento. A defesa do paranaense segue na tentativa de convencer a Justiça da Indonésia de que ele precisa de tratamento psiquiátrico, adiando ao máximo a sua morte.

“Sem desconhecer a gravidade dos crimes que levaram à condenação de Rodrigo Gularte e respeitando a soberania e o sistema jurídico indonésio, o governo brasileiro segue realizando gestões sobre o caso, por razões humanitárias e tendo em conta o estado de saúde do cidadão brasileiro”, informou o Itamaraty.

O MRE ressaltou os reiterados pedidos feitos, “em caráter urgente”, de internação imediata do brasileiro em hospital local e convocou o encarregado de Negócios da Indonésia no Brasil para comparecer ao Itamaraty para uma reunião com o embaixador Carlos Alberto Simas Magalhães, subsecretário-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior. O gesto serviu para demonstrar, mais uma vez, a preocupação do governo brasileiro com a situação e pedir mais explicações sobre o andamento do caso.