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Internautas ironizam indecisão de Obama sobre a Síria

Casa Branca examina proposta russa sobre arsenal de armas químicas

Os simpatizantes e opositores ao regime sírio ironizam sem piedade nas redes sociais as hesitações do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que aparece em uma caricatura tirando as pétalas de uma flor enquanto diz: "bombardeio, não bombardeio". Após uma ofensiva diplomática em busca de apoio para atacar a Síria, o líder americano está examinando a proposta da Rússia para que Damasco coloque sob controle internacional seu arsenal de armas químicas.

No dia 31 de agosto, o democrata já havia dado a impressão de estar menos decidido que antes, ao anunciar que consultaria o Congresso dos EUA antes de intervir militarmente na Síria. "Quando o Congresso me der autorização para atacar, perguntarei a minha esposa Michelle e aos meus familiares políticos. Se disserem que sim, seguirei adiante", afirmou o presidente americano com o rosto sério em uma foto publicada no Facebook por um sírio.

Várias caricaturas ironizam a indecisão de Obama e algumas o mostram com as orelhas do rato Mickey. Entre as piadas que circulam, está a de um jovem que pede a mão de sua namorada, que responde: "Querido, vamos esperar o ataque, depois veremos". Em outra, um homem diz a sua esposa que precisa alugar uma casa antes do ataque, mas ela prefere esperar, já que "depois será mais barato".

Outra mensagem na internet convida os sírios a assinarem um serviço de telefone celular chamado "Kerry, me informe a qualquer custo" sobre a data dos bombardeios. Num momento em que o regime sírio não tomou medidas excepcionais ante o possível ataque militar, há quem brinque com o pânico que parece tomar conta da região. "Os israelenses distribuem máscaras de gás, os jordanianos estão em estado de alerta, os turcos mobilizam mísseis antiaéreos dia e noite, os libaneses estão nervosos, os iraquianos estão perdidos e os egípcios estão mais informados do que acontece aqui em relação ao que se passa em seu país (...) Estão certos de que é a Síria que vão atacar?", ironizou um usuário sírio do Facebook. Inspirando-se na transmissão de partidas de futebol, outros sugerem "instalar telões para que os cidadãos possam ver ao vivo o ataque militar" e aproveitar para organizar "um encontro com narguilé e bebidas".

Já os opositores ao regime de Bashar al-Assad fazem piadas de humor negro. Assim, uma caricatura mostra Obama em meio a ruínas, com a legenda: "Tem razão, senhor presidente, espere mais três anos até que tenham dizimado o povo sírio". "Quero emitir uma opinião sobre Barack Obama por divulgar informações falsas e atentar contra a tranquilidade pública", indicou outro opositor ao regime no Facebook.

Barack Obama tentou convencer os americanos céticos de seu plano de um ataque militar limitado à Síria, em represália pelo suposto ataque com armas químicas pelo regime de Damasco no dia 21 de agosto que, segundo Washington, deixou mais de 1,4 mil mortos. Mas a ideia de uma nova intervenção militar americana no caldeirão no Oriente Médio é muito difícil de vender a cidadãos cansados de guerras e a muitos de seus representantes no Capitólio, que consideram o plano da Casa Branca confuso.



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