O temporal atingiu 350 mil pessoas na capital e depois se deslocou para o sul, afetando de forma grave a cidade de La Plata. O acumulado foi de 400 milímetros de água em duas horas. "Isso jamais aconteceu em La Plata. Estávamos esperando o amanhecer para fazer os primeiros resgates. Meia cidade está sem luz. Há pessoas sobre telhados, árvores, à espera de que as socorremos", afirmou o secretário argentino de Segurança, Sergio Berni. Bombeiros, Defesa Civil, Exército, Prefeitura e da Polícia metropolitana, estão trabalhando na região.
A chuva de terça-feira foi um recorde histórico para o mês de abril em Buenos Aires, com mais de 155 milímetros acumulados em menos de sete horas, segundo um comunicado do Observatório Central de Buenos Aires (OCBA). O dia era feriado na Argentina, que comemora o 31º aniversario do início da guerra com o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas (Falklands, para os britânicos). A menor movimentação rumo ao trabalho e às escolas pode ter evitado um número ainda maior de vítimas, avaliam autoridades.
A inundação de ruas e casas atingiu com maior força os bairros da zona norte da capital argentina. Segundo entidades ambientalistas, tem crescido nos últimos 10 anos a construção de edifícios na área, sem ser compensada com obras de infraestrutura hídrica para o deságue adequado. As inundações acontecem pela existência de antigos cursos d'água, agora debaixo da terra, que obstruem um deságue normal para o Rio da Prata.