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Investigações indicam uso de gás de cloro pelo Estado Islâmico

Arma química debilita os pulmões e pode causar sérios edemas

O Exército americano afirmou, nesta segunda-feira, que está "preocupado" com informes de que os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) usaram gás de cloro em um ataque contra as forças curdas, acrescentando que a denúncia ainda não foi confirmada. No sábado, o governo autônomo do Curdistão iraquiano anunciou que uma análise de amostras do solo e de roupas revelou que o EI empregou gás de cloro em um atentado com carro-bomba cometido em 23 de janeiro.

"É claro que estamos preocupados, mas não conseguimos confirmar a notícia de fontes independentes", disse o porta-voz do Pentágono, o coronel Steven Warren. "Observamos o que os curdos têm a dizer. Não temos razão para não acreditar neles", declarou o porta-voz.

O suposto ataque do EI é outro exemplo da "brutalidade" dos extremistas e pode indicar seu "desespero", completou Warren. O uso de gás de cloro na fabricação de bombas caseiras não é novo na zona de conflito. Com frequência, o regime sírio do presidente Bashar al-Assad utiliza cloro em ataques contra as forças de oposição. A substância reage dentro dos pulmões, causando fortíssimos edemas e até afogamento por acúmulo de líquido.