O cônsul-geral do Brasil no México, Márcio Lage, confirmou o desaparecimento do agente. Alegando questões de segurança, o governo mexicano proibiu que os diplomatas do Brasil, de El Salvador, do Equador e de Honduras acompanhassem o trabalho de investigação e identificação das vítimas em San Fernando.
Os diplomatas estão na cidade de Reynosa, onde recebem informações sobre o andamento das investigações. "As autoridades têm muita dificuldade de controlar esta região, que é semidesabitada, onde há essa constante luta entre grupos de narcotraficantes", afirmou Lage.
De acordo com a BBC Brasil, houve uma explosão, aparentemente de um carro-bomba, sem deixar vítimas na capital de Tamaulipas, Ciudad Victoria, perto da sede do canal de TV Televisa.
O desaparecimento do agente de Promotoria ocorre em meio ao processo de identificação das 72 vítimas da chacina. Até a manhã desta sexta-feira, legistas haviam feito a autópsia em 41 corpos, mas a maioria não pôde ser identificada. O cônsul-geral confirmou que entre os corpos reconhecidos está o de um homem brasileiro. Mas há informações de que mais três brasileiros estariam entre as vítimas.
A dificuldade na identificação decorre da ausência de documentos dos imigrantes. Imagens do local da chacina, uma fazenda a 150 quilômetros da fronteira com os Estados Unidos, mostram que as vítimas tiveram olhos vendados, bocas amordaçadas e mãos atadas. Os imigrantes foram perfilados contra a parede de um galpão e mortos a tiros.
A previsão é que ainda nesta sexta os corpos sejam levados para o Instituto Médico Legal da cidade de Reynosa, devido à precariedade das condições em que o trabalho de autópsia vinha sendo feito na fazenda onde ocorreu o