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Irã acusa EUA de querer "violar soberania dos Estados" em luta contra EI

Governo iraniano acredita que americanos querem iludir opinião pública ao iniciar guerra contra terroristas

Irã acusa EUA de querer violar soberania dos Estados em luta contra EI
Irã acusa EUA de querer violar soberania dos Estados em luta contra EI Foto : Tauseef Mustafa / AFP / CP
Um funcionário de alto escalão iraniano acusou os Estados Unidos de querer "violar a soberania dos Estados com a desculpa de lutar contra o terrorismo", depois que os norte-americanos declararam guerra ao Estado Islâmico (EI), que controla territórios no Iraque e na Síria.

"Com a desculpa de lutar contra o terrorismo, os Estados Unidos querem prosseguir com a política unilateral e violar a soberania dos Estados", disse secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Shamjani, citado neste sábado pela agência oficial iraniana IRNA.

Conforme Shamjani, os Estados Unidos querem iludir a opinião pública sobre o papel dos americanos no desenvolvimento de grupos ligados ao terrorismo. "A ação dos Estados Unidos pretende desviar a atenção da opinião pública mundial do papel central que este país e seus aliados têm na criação, no armamento e no desenvolvimento dos grupos terroristas com a desculpa de (querer) fazer o poder legal na Síria cair", disse. "A criação de uma coalizão antiterrorista pelos Estados Unidos com países que são o principal apoio dos terroristas é duvidosa", acrescentou, em referência à Arábia Saudita e ao Catar.

O Irã, principal aliado regional da Síria, acusa os Estados Unidos e alguns países europeus, além de Arábia Saudita, Catar e Turquia, de financiar e armar os grupos rebeldes sírios, o que, segundo Teerã, favorece o surgimento de grupos jihadistas como o Estado Islâmico ou a Frente al-Nosra.

Os Estados Unidos, que realizam ataques aéreos contra posições do EI no Iraque desde o mês passado, tentam formar uma coalizão internacional contra este grupo sunita extremista autor de atos terríveis na Síria e no Iraque. "Os Estados Unidos devem saber que se atacarem os Estados da região ninguém poderá controlar a região e a chama se acenderá", advertiu Shamjani.

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