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Irã decide aceitar ajuda internacional após terremoto

Tremores de terra deixaram 306 mortos e mais de 4,5 mil feridos no país

Terremoto no Irã destruiu casas, deixou 306 mortos e cerca de 4,5 mil feridos
Terremoto no Irã destruiu casas, deixou 306 mortos e cerca de 4,5 mil feridos Foto : Mahsa Jamali / Mehr News / AFP / CP
Pela primeira vez desde que ocorreram os terremotos no Irã, há três dias, o governo do país informou nesta terça-feira que aceitará ajuda estrangeira para socorrer as vítimas dos tremores de terra na região da província do Azerbaijão. O primeiro-vice-presidente da República iraniano, Mohammad-Reza Rahimi, disse que o Irã está pronto para “receber contribuições”. Pelo menos 306 pessoas morreram, mais de 4,5 mil ficaram feridas e cerca de 300 mil foram afetadas pelos efeitos do fenômeno ocorrido no último dia 11. A parte oriental do Irã foi atingida por terremotos de 6,4 graus e 6,3 graus de magnitude na escala Richter. Estima-se que o terremoto tenha causado prejuízos de mais de 400 milhões de dólares.

"O nosso país em diversas ocasiões prestou socorro às vítimas de desastres naturais em diferentes países”, disse o primeiro-vice-presidente da República. “Agora estamos prontos para receber as contribuições de diferentes países às vítimas do terremoto em Ahar, Varzaqan e Haris", acrescentou.

As regiões de Ahar, Varzaqan e Haris reúnem aldeias com muitas famílias, destacou Rahimi. Só em Varzaqan, 12 aldeias ficaram totalmente destruídas e 60 parcialmente danificadas. Nos últimos dias, aumentou o número de países prestando apoio e solidariedade aos iranianos, além do oferecimento de ajuda. O Brasil, a Venezuela, a Bolívia, a Equador e a Nicarágua enviaram mensagens de apoio ao Irã, assim como a Turquia, o Paquistão, a Rússia, a Síria, o Japão, a Alemanha, a Suíça e os Estados Unidos, além do papa Bento XVI.

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