A agência estatal Irna afirmou no sábado que o Ministério das Relações Exteriores do Irã enviou uma carta diplomática aos EUA, dizendo que há "evidência e informação confiável" de que a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) forneceu "orientação, apoio e planejamento" para os assassinos "diretamente envolvidos". Os EUA negaram qualquer vínculo com a morte.
O Irã enviou a carta à embaixada da Suíça em Teerã, que cuida dos interesses norte-americanos no país. O Irã e os EUA não mantêm relações diplomáticas desde a Revolução Islâmica de 1979.
A Irna também informou que o Irã enviou uma carta à Grã-Bretanha, acusando Londres de ter um "papel óbvio" no assassinato. Segundo a agência, vários homicídios ocorreram após o chefe da inteligência britânica, John Sawers, ter dito em 2010 que seriam realizadas operações contra o Irã. A mídia britânica informou que Sawers afirmou que operações de inteligência eram necessárias para lidar com países mais difíceis, como o Irã. A chancelaria britânica condenou a morte de civis.
Neste sábado, a emissora de TV estatal mostrou centenas de estudantes marchando em Teerã em protesto pela morte. Os EUA e potências ocidentais acusam o Irã de buscar secretamente armas nucleares, o que o governo iraniano nega, dizendo ter apenas fins pacíficos. As informações são da Associated Press.