Horas antes, as autoridades iranianas haviam divulgado um balanço de 250 mortos e 2 mil feridos. "As operações de resgate terminaram. Não há mais ninguém entre os escombros", afirmou o diretor da célula de crise do Ministério do Interior, Hasan Ghadami.
Os terremotos de sábado aconteceram com apenas 10 minutos de intervalo na região de Varzeghan, a 60 km de Tabriz, noroeste do Irã. O primeiro terremoto, de 6,2 graus e com epicentro em Ahar, aconteceu às 16h53min (9h23min horário de Brasília). O segundo aconteceu pouco depois em Varzeghan, às 17h04min (9h34min horário de Brasília), com 6 graus de intensidade. De acordo com o Centro Geológico dos Estados Unidos, os tremores tiveram intensidade de 6,3 e 6,4. Os dois tremores tiveram epicentros a 10 quilômetros de profundidade.
Desde então, mais de 80 tremores secundários foram registrados na região, que tem mais de 16 mil pessoas desabrigadas. A área da catástrofe tem uma população de 128.500 pessoas, a grande maioria vivendo em pouco mais de 530 vilarejos. Em Bajeh-Bakh, com pouco mais de 400 habitantes, 33 pessoas morreram, a maioria crianças e mulheres. Os moradores procuravam sobreviventes em meio ao desespero.
O ministro do Interior, Mohamad Najar, visitou a área devastada neste domingo com a ministra da Saúde e o diretor do Crescente Vermelho por ordem do presidente Mahmud Ahmadinejad "para avaliar a situação e organizar as operações", segundo a agência Mehr. As equipes de resgate e o Crescente Vermelho distribuíram barracas, cobertores, roupas, alimentos e água aos afetados. Em Tabriz, uma cidade de 1,5 milhão de habitantes, os danos foram apenas materiais, de acordo com as autoridades.
O Irã está situado sobre falhas geológicas importantes e sofreu terremotos devastadores ao longo de sua história. O mais importante dos últimos anos, em dezembro de 2003, matou 31.000 pessoas em Bam (sul), 25% da população da cidade.