Khamali Fashi era considerado o principal acusado do atentado com uma moto-bomba que matou Ali Mohammadi, um físico nuclear de prestígio internacional. Ele foi condenado à morte em agosto de 2011. De acordo com a acusação, o condenado recebeu 120 mil dólares do serviço de inteligência israelense, o Mossad, para cometer o atentado.
O próprio condenado confirmou em uma gravação divulgada na véspera do início do julgamento que recebera "treinamento" em Israel para preparar o assassinato do físico nuclear. Desde a morte de Ali Mohammadi, outros três cientistas nucleares morreram em atentados em Teerã. O Irã acusa Israel de estar por trás dos crimes.
As atividades nucleares iranianas provocam o receio da comunidade internacional, que suspeita do objetivo de Teerã de tentar produzir armamento atômico, apesar de oficialmente o programa ter um uso exclusivamente civil.